sábado, abril 17, 2010

Mesa no Congresso Educador


Participarei, no dia 15 de maio próxima, de um painel no Congresso Educador, aqui em São Paulo. O tema é "Tecnologia na Educação: O Uso de Ferramentas Sociais Transformam a Aprendizagem?", e dividirei a mesa com a Professora Léa Fagundes, o Professor José Manuel Morán e o querido colega Moisés Zylberstajn, que me colocou nesse diálogo.
O título da minha fala tem um tom provocativo: "Por que as escolas devem encampar o uso de Ferramentas Sociais?". Vamos ver se vou tomar muitas tomatadas lá na frente...
Há muita gente interessante no programa, vale à pela conferir no

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quinta-feira, março 11, 2010

O Direito à Educação e a Reforma da Lei de Direitos Autorais

Um dos temas que tem mobilizado minha atenção é a discussão sobre a Reforma da Lei de Direitos Autorais. Esse é um momento crítico, pois acredito que quem trabalha com educação vive numa fronteira muito tênue entre exercer o ofício de professor e correr o risco de ser considerados infrator. Afinal, muitas aulas são espaço de debate a partir de produtos culturais: um filme, uma canção, imagens variadas. E se eu resolver por na Rede as propostas que desenvolvi, para que outros colegas possam também utilizar, posso acabar sofrendo algum processo por utilização de algum produto protegido por copyright. A complicação aumenta quando consideramos que nossos alunos cada vez mais produzem apresentações, videos, animações, que não são exatamente cuidadosas com o recolhimento de autorizações ou taxas de direitos autorais. Se um desses trabalhos vai para a internet e vira um hit, não vai demorar para a dor de cabeça chegar.
Numa época em que vamos avançando nas possibilidades de ampliar a participação dos educadores na produção e intercâmbio de Recursos Educacionais Abertos, é preciso aproveitar a oportunidade para garantir uma atuação dos educadores menos engessada por essas limitações.
Uma das ações que está prevista para ampliar essa reflexão e fortalecer a mobilização ao redor da discussão desse tema é o seminário "O Direito á Educação e a Reforma dos Direitos Autorais", que vai acontecer nesse sábado, 13/03, no Instituto Paulo Freire, aqui em São Paulo. Estarei lá participando de uma das mesas, quem puder estar conosco está mais do que convidado.

Segue a programação:

SEMINÁRIO – O DIREITO À EDUCAÇÃO E A REFORMA DA LEI DE DIREITOS AUTORAIS

10h - Abertura
Rafael Pereira Oliveira (Coordenador-Geral de Difusão de Direitos Autorais e Acesso à Cultura
do Ministério da Cultura)
Alexandre Schneider (secretário municipal de educação de São Paulo)
Paulo Teixeira (deputado federal, PT-SP)
Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp) – a confirmar
Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) – a confirmar
Mediação: Guilherme Varella (advogado do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor -
Idec)

11h às 13h- O direito autoral e o direito à educação
O que são os direitos autorais? Como as obras são protegidas e como são remunerados os seus
autores? Qual a relação existente com o direito à educação? Por que é importante pensar nos
direitos autorais no dia-a-dia da sala de aula e da universidade?
Túlio Vianna (UFMG) – a confirmar
Luiz Moncau (Centro de Tecnologia e Sociedade, da FGV Direito Rio)
Lilian Starobinas (professora de História do Ensino Médio e doutora em Educação)

13h às 15h - almoço livre

15h às 17h - Reforma da LDA e impactos na educação


O que pode avançar com a reforma da LDA? Quais são os pontos críticos para a educação? As limitações para a educação (cópias na universidade, acesso aos livros). Como equilibrar a proteção ao autor com o acesso ao conhecimento?

Rafael Pereira Oliveira (Coordenador-Geral de Difusão de Direitos Autorais e Acesso à Cultura do Ministério da Cultura)
Pablo Ortellado (professor, EACH-USP/Gpopai)
Sergio Amadeu (professor, UFABC/Casa da Cultura Digital)
Guilherme Carboni (advogado especialista em direitos autorais)
Mediação: Salete Camba (educadora popular/secretaria executiva do Fórum Mundial de Educação)
Seminário – O direito à educação e a reforma da lei de direitos autorais

Data: 13 de março de 2010
Local: Instituto Paulo Freire - Casa da Cidadania Planetária: Rua Pedro de Souza Campos Filho, 289, Alto da Lapa l São Paulo l SP
Horário: das 10h às 17h
Inscrições: gratuitas; não é necessária inscrição prévia
Mais informações: (11) 3151-2333 ramal 103 ou 170, com Fernanda ou Geusilene
Imprensa: credenciamento e informações pelo email fernanda.campagnucci@acaoeducativa.org / ou telefone (11) 3151-2333 ramal 170

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segunda-feira, novembro 02, 2009

Wikimedia - participação em diversos sentidos

No dia 18/11 participarei, junto com o Sérgio Amadeu e o Pietro Rovari, da abertura de uma Desconferência da Fundação Wikimedia, parte de um conjunto de eventos chamados de "Mutirões pelo conhecimento livre".
Faz sentido a Fundação apostar, metodologicamente, em processos de planejamento estratégico aberto e participativo. Afinal, se esse é o mote maior dos projetos que encampa, seria incoerente manter-se como um colegiado hierárquico e centralizador.
Para quem não sabe, "desconferência" é um termo que tem sido utilizado em situações em que interessados num mesmo tema se reúnem para aprofundá-lo, reponsabilizando-se pela definição da pauta, permitindo a auto-gestão de cada grupo de discussão que emerge e sem demandas fechadas quanto aos produtos dessas conversas.
Além do dia 18/11, há outra marcada para o dia 25/11, sobre os uso do Wiki em questões no campo da política.
Meu papel num encontro como esse, assim como o do Sérgio e do Pietro, é trazer algumas idéias para aquecer o debate. Na sequência, há espaço para que as pessoas apontem as questões que lhes mobilizam, e possam se reunir em grupos menores e falar sobre elas. A intenção é que essas falas possam inspirar formas de aperfeiçoar os projetos que a Fundação já mantém, bem como surgir outras possibilidades de usos de espaços colaborativos abertos.
Foi instigante a conversa que tive com o Thomas Buckup, voluntário da Fundação que me convidou a participar. Achei excelente a possibilidade de ter um dos encontros dedicado ao tema "Educação" até por que no dia a dia de quem trabalha em escolas a Wikipédia segue sendo um tema controverso. E cada vez mais acredito que nada melhor para sair do imobilismo da controvérsia do que dar voz às dúvidas, às angústias, às críticas, aos desejos.
Assim, espalhem por aí: 18/11, às 19h00, estaremos no SESC Pompéia, em SP. Excelente oportunidade para quem quiser conversar sobre as possibilidades e dificuldades de propostas educacionais que se pensam como projetos de produção colaborativa e fazem uso de Wiki. Para quem está distante, o convite é tanto para colocar-se por escrito antecipadamente, quanto acompanhar a tag #Eduwikis, acompanhar o streaming no dia e retornar seus aportes. Já há uma página para isso, que qualquer um de vocês pode editar.

Sei que o pessoal da Fundação gostaria de repetir as desconferências em outras cidades também, portanto criar grupos locais para essas discussões também é uma possibilidade a ser considerada.

Abaixo reproduzo o texto oficial do convite:

WIKIMEDIA BRASIL - "Mutirões pelo conhecimento livre"
Nos poucos anos desde que tiveram início, a enciclopédia colaborativa Wikipédia e seus projetos irmãos, hoje mantidos pela Fundação Wikimedia, cresceram rapidamente e tornaram-se na prática um dos principais recursos na educação e comunicação de conhecimento em todas as línguas. Os projetos, contudo, enfrentam grandes desafios tendo em vista sua qualidade e a participação maior da sociedade na sua construção, assim como o alcance desse conhecimento organizado coletivamente. Com essa visão e entendendo que a solução passa necessariamente por uma abertura maior do diálogo, a Fundação Wikimedia, junto com a comunidade de colaboradores e seus capítulos nacionais, realizará ao longo de um ano um debate contínuo com a sociedade global sobre novas direções para seus projetos. No Brasil, esse debate emerge nas desconferências e oficinas de colaboração aqui apresentadas, organizadas pelo capítulo brasileiro com apoio do SESC Pompeia. Paralelamente, as discussões das estratégias ocorrem online numa wiki multilíngue, exclusiva para esse fim [http://strategy.wikimedia.org] e igualmente aberta a todos.

Desconferência 1 - Educação [tag #Eduwikis]
Dia(s) 18/11
Quarta, das 20h às 22h.
Discussão sobre a produção de conteúdo educacional na Wikipedia e demais projetos Wikimedia, assim como seu uso no cotidiano das escolas. Debatedores: Lilian Starobinas, Sérgio Amadeu e Pietro Roveri.


Desconferência 2 - Política [tag #Poliwikis]
SESC Pompeia
Dia(s) 25/11, Quarta, das 20h às 22h.
Discussão sobre a produção de conteúdo, potencial democrático e riscos de abuso político da Wikipedia e demais projetos Wikimedia. Debatedores: João Lorib, Milton Jung e Joildo Santos

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terça-feira, junho 02, 2009

Inovação e inteligência coletiva no Brasil

Presentes inesperados...
Ontem à noite soube que o Cliic 2.0 - Congresso Laboratório de Inovação e Inteligência Coletiva (na PUC-SP) estava sendo transmitido online. O evento tem sequência hoje á noite, e a conversa no twitter está usando a tag #cliic .
A mescla entre acadêmicos e representantes do setor corporativo já estava anunciada, mas não imaginei que as falas conseguissem expressar tão explicitamente o abismo ideológico dessas esferas. Aliás, desculpem a inexatidão, pois o grande responsável por essa clareza não aceitaria o título de acadêmico. Cláudio Prado, coordenador das políticas de Inclusão Digital do Ministério da Cultura durante a gestão do ministro Gilberto Gil, afirmou literalmente; "Eu não sou professor, eu sou hippie, escapei da deformação!"
Sua fala evidentemente destoa da do professor de marketing Ricardo Zanotta, que o antecedeu. Tratando da chamada "economia criativa", Zanotta exalta a criatividade do brasileiro, que conhece de perto - dá exemplos de seu envolvimento com a produção das escolas de samba. Mas para ele, "como nós vivemos no capitalismo, precisa pegar essa criatividade toda e fazer alguma coisa". Ou então das afirmações do professor Antonio Vico Mañas, da área de gestão de inovação, para quem "informação, comunicação e conhecimento - tudo isso se transformou em negócio - em novos negócios...".
O pensamento reflexivo estava bem representado pela Pollyana Ferrari, professora de jornalismo da PUC. Ela mostrou, com situações absolutamente atualizadas - o desastre do vôo 447 da Airfrance - como a mídia tradicional mantém-se surda às vozes da Rede, mesmo num momento de absoluta carência de informações. Para ela, a categoria dos jornalistas, acostumada a atuar sempre como a guardiã da informação e a pioneira em sua difusão, está aterrorizada com a súbita avalanche de informantes, bem mais ágeis em sua capacidade de disseminação de novos elementos para as pautas em evidência e criação de pautas inesperadas.
Reforçando as origens contraculturais da Rede, Cláudio Prado falava como um profeta. O digital é potencialmente subversivo, pela sua plasticidade no que diz respeito à circulação e reutilização. Essa qualidade lhe permite auxiliar na descontrução do monopólio dos Direitos Autorais, um dos principais sustentáculos da economia e da cultura do século XX. Hora, portanto, de olharmos para frente.
O ar profético de Cláudio Prado se acentua ainda quando ele narra as transformações que vê ocorrendo no Brasil. O investimento feito na criação dos Pontos de Cultura ia na linha de promover processos que desencadeassem novas criações a partir do acesso aos recursos digitais, mas com uma política consciente de perda do controle dos resultados pelo Estado. Polêmico, como sempre, mas coerente com a contracultura. Para Prado, a disseminação da banda larga como oferta pública, já em curso (e pelo jeito mais acelerada no Ceará e no Rio de Janeiro), vai atropelar as iniciativas de limitação de acesso e controle do uso. A Lei Azeredo é incômoda e deve ser combatida, mas não parece ser uma preocupação enorme para ele: é uma lei que não tem futuro. Daqui a 5 anos, afirma Cláudio Prado, todo mundo vai ter conexão de banda larga de boa qualidade no Brasil, e isso ocorrerá nas barbas das teles.
A enorme distância entre o Brasil vislumbrado por Prado e o país descrito por Zanatto e Vico Mañas deixa à mostra as sérias contradições que permeiam a gestão dos temas relativos à disseminação das Tecnologias da Informação e Comunicação atualmente. Existe síntese possível entre esses dois universos?

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sábado, março 28, 2009

O potencial de aprendizagem das Comunidades Virtuais - Interdidática 2009

Essa semana há Interdidática (1 - 3 de abril), no Palácio das Convenções do Anhembi.
Na 4a feira,às 17h20, falo sobre "O potencial de aprendizagem das Comunidades Virtuais".
O programa está bem interessante, seja nas palestras do fórum (veja aqui) ou dos seminários (aqui)
Sensação de ser um peixe minúsculo, ao lado de grandes nomes: George Siemens,Lizbeth Goodman, Léa Fagundes, Eduardo Chaves, Guiomar Namo de Mello, Beth Biancocini, entre outros.
Bom ter por perto gente com quem tenho trocado nos últimos anos, como a Gládis Leal, Marli Fiorentin, Ezequiel Menta e Mary Grace Martins.
Será que consigo ir contando ao longo da semana?

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quinta-feira, maio 15, 2008

Evento na escola sobre comunicação digital

No dia 20/05 vai rolar uma atividade na escola (Vera Cruz) que promete boas conversas. É o Fórum do Ensino Médio, que este ano tem como tema "Comunicação digital: valores e comportamentos". Nessa manhã, reúnem todos os alunos das 3 séries, mais professores, orientadores e direção.
Num primeiro momento, o público divide-se entre duas mesas de debates.
Para uma delas, estão convidados o Juliano Spyers e a Bárbara Dieu (a Bee).
Para a outra, o Hernani Dimantas e a Simoneta Persichetti.
Após as falas dos palestrantes, há perguntas e falas do público.
Na segunda parte da manhã, os dois grupos se misturam e se dividem em grupos menores, para debates.
Como aquecimento, está circulando entre os alunos e professores a versão em português do "A máquina somos nós", esse anúncio da Telefônica Argentina eo texto "Nasce o homem algorítmico", do Silvio Meira.
Na reunião de preparação ontem, nossa sensação é que na esfera do discurso, o conservadorismo da meninada é maior que o nosso... Vamos ver na 3a feira...

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terça-feira, dezembro 04, 2007

mesa-redonda: uso pedagógico de mapas colaborativos

No dia 13 de dezembro de 2007, será realizada a mesa-redonda “GeoEducação: uso pedagógico de mapas colaborativos na internet”.

O evento foi organizado tendo em vista as possibilidades de aprendizagem multidisciplinar que mapas computadorizados e imagens de satélite, aplicados em ambientes colaborativos, oferecem para a educação.

Os principais pontos de discussão serão os usos de ferramentas de geoinformação por educadores, professores, pesquisadores e gestores de educação e o engajamento de professores e alunos em atividades de coleta de dados transdisciplinares que despertem o olhar crítico, num ambiente em que todos podem aprender de maneira colaborativa.

André Gurgel, idealizador do portal GeoBusca.net, Carlos Seabra, diretor de Tecnologias e Projetos do IPSO, José Manuel Moran, do Instituto Sumaré de Ensino Superior, e Taïs Bressane, coordenadora do projeto GeoEducação serão os debatedores.

Local: Auditório SESC Avenida Paulista (Metrô Brigadeiro)
Data: 13 de dezembro de 2007
Horário: 14h30 às 18h00
Informações e inscrições: (11) 3035-1888 ou info@geoeducacao.com.br
Entrada franca.

Programação:

14:30h - André Gurgel: Sites colaborativos, GeoBusca e GPS
15:00h - Carlos Seabra: Georreferenciamento em projetos sociais, culturais e educacionais
15:30h - Taïs Bressane: Apresentação do Projeto GeoEducação
16:00h - coffe break
16:15h - Manuel Moran: Tecnologia para uma educação inovadora
17:00h - Debate
17:30h - encerramento

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