quinta-feira, janeiro 29, 2015

Pensamentos entre ordens e desordens

   A árdua tarefa de reorganizar o escritório nos leva a jornadas que misturam descarte puro e simples da papelada que se avolumou ao longo do tempo e contemplação dos rastros da própria jornada de vida, de formação e trabalho.
    É, ao mesmo tempo, uma atividade tediosa e fascinante.
    Aos poucos, vamos nos dando conta das armadilhas no caminho.
A cada álbum de fotos encontrado, a tentação de escanear algumas e compartilhar: família, amigos, colegas de trabalho, alunos! Tempos que são queridamente revividos, tempo da arrumação que subitamente se prolonga.
    Materiais produzidos por outros colegas e mesmo atividades que criamos anos atrás aparecem em pastas esquecidas e, claro, tornam-se imediatamente uma oportunidade de repensar se não é exatamente o que poderia ser útil para o curso que logo terá início.
E as atividades de alunos que guardamos, por razões variadas? Tão bacana olhar de novo...
    Textos arquivados são incontáveis. Muitos estão anotados e grifados, leituras queridas que já se tornaram parte do que somos. Outros que estão esperando o cumprimento da promessa eternamente adiada de leitura, votos que parecem sempre se renovar. Parte deles tornam-se candidatos imediatos à doação: estudantes de história, letras, pedagogia, quantos não fariam a festa com as páginas desses autores! É difícil convencer-se de que podemos abrir mão do suporte material...
     Pequenas surpresas aparecem nessa temporada no meio da poeira, das pilhas espalhadas nos móveis e no chão, no vai e vem das sacolas para acomodar os restos racionalizados dessa fúria ordenadora. A redação guardada desde o colegial, com um "Muito bom!" da professora; o envelope com a caligrafia do pai, um "Para Lilian" tão familiar; o desenho do filho - um menino em boneco palito, com a minha anotação  "Mãe, sabe quem é? Sou eu!", a data indicando que dez anos se passaram.
     O final da arrumação, na verdade, é o ponto de equilíbrio no qual o incômodo que nos levou a ela já deixou de existir e as possibilidades começar uma nova bagunça foram retomadas. Um ciclo se reinicia, com as energias arejadas e o desejo reafirmado de menor acumulação. Quem sabe...







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domingo, novembro 02, 2014

Book Crossing Blogueiros - de 08 a 16 de novembro




Este ano decidi participar do Book Crossing Blogueiros. Essa ação para difundir livros pela cidade já está na 9a edição.
É uma ação muito legal: a gente escolhe um livro que possui e que topa abrir mão, escreve um bilhete no livro informando que esse é um "Livro Livre", e que quem encontrá-lo pode ficar com ele, lê-lo e depois encaminhá-lo para outro leitor, pode ser um amigo ou novamente outro desconhecido.
Uma coisa que me atrai nesta proposta é o potencial que ela tem de estimular a leitura. Em nosso país, livros ainda são relativamente caros, e nem sempre cabem no orçamento das pessoas. Quanto mais vezes um mesmo exemplar for lido, mais sua função social terá sido cumprida. Afinal, de que servem os recordes de venda se boa parte dos livros ficarem parados na estantes?


Empréstimo é tudo de bom, trocas são maravilhosas e encontrar um livro livre deve ser outras dessas experiências reconfortantes que podemos ter na nossa cidade. É um ótimo caminho de reforçar
laços de solidariedade e inspirar outras pessoas com ideias que são significativas para nós. Ou não: tá valendo também deixar em outras mãos aquele livro que te inspirou muito pouco - de repente, você até largou no meio -  mas para outro leitor, pode dizer muito mais.
Há tempos me incomodo com tantas feiras gigantescas, em que as pessoas compram pilhas de livros... quantos são lidos depois? A leitura importa mais que as vendas - e acredito que isso é válido igualmente para os editores, já que quem criar hábito de leitura vai acabar comprando com mais frequência, para si, para seus familiares, para presentear, etc.
Por isso, entre o dia 08 e 16 de novembro, contem comigo na ação do Book Crossing. Acionar a rede é o melhor caminho quando queremos ampliar bastante o alcance de nossos atos! Se você não for blogueiro e quiser participar, também tá valendo! Veja aqui no blog Luz de Luma quais são os outros blogs participantes.

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terça-feira, outubro 11, 2011

Dores e delícias de um novo celular

Uso um novo celular - ok, um smartphone - com Android há um par de meses. Minha experiência anterior foi de três anos com o Symbian, sistema operacional do Nokia, e não posso me queixar, atendia as minhas necessidades.
Uma das coisas divertidas dessas mudanças, para mim, é ir descobrindo as novas possibilidades do equipamento que está nas nossas mãos. É claro que isso traz também algumas angústias, por exemplo, porque raios não consigo acessar todos os números de telefone que estão, com certeza, guardados no chip? O pior foi ouvir de um amigo que isso é problema de geração, uma enorme ofensa para mim, que não tenho nenhuma neura de envelhecer e em geral me viro bem com tecnologia.
O aparelho com Android me colocou em contato com uma enorme quantidade de aplicativos, e essa dinâmica, que eu já conhecia do Ipod Touch, muda muito o nosso referencial de uso dos equipamentos. Aliás, as dicas do Sérgio Lima, na hora de começar com o Android, foram uma trilha fundamental.
O Camscanner é o aplicativo que tem me encantado nos últimos tempos. Acho genial essa associação de câmera fotográfica com scanner, e tenho me visto, em situações variadas, sacando o celular para registrar algo importante: algumas páginas de um livro na biblioteca - ao invés de anotar detalhamente todas as informações; as dicas de dieta de uma revista na antesala do dentista; um trecho de liturgia religiosa em um livro de orações.
Outro dia encontrei um uso promissor no dia a dia educacional: registrar algumas respostas nas provas dos meus alunos, para discuti-las depois com os outros colegas.
Quem sabe daqui a pouco dê para fazer isso em tempo real, na sala de aula, acho que teremos alguns ganhos em observar juntos esses textos.
Ganhos são garantidos, na verdade, quando tratamos de perguntar coisas a quem está ao nosso lado também. Foi na conversa paralela com o Tel Amiel, sentados na platéia do 1o Fórum da Internet, que aprendi como usar os acentos e o cedilha no teclado do Android. E sobre a minha aflição com a lista de contatos, creio que uma dica do Vinicius, auxiliar de cabelereiro, vai dar jeito na questão. Até surgirem novos problemas, mas enfim, assim é a vida, né?

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quarta-feira, agosto 25, 2010

Educar na Cultura Digital - apontamentos de um debate instigante

Quem acompanhou o lançamento na Bienal do livro do Grupo de Estudos Educar na Cultura Digital, nova iniciativa do EducaRede, pôde acompanhar uma conversa inspiradíssima entre a Profa. Léa Fagundes e o Prof. André Lemos, um exercício de diálogo e reflexão envolvendo dois grandes pensadores de temas relacionados a cibercultura e à educação.
Como Lemos colocou com muita exatidão,o tema que nos diz respeito, enquanto profissionais, segue sendo o da educação - e ponto. A cultura digital é mais um dos elementos que se coloca na nossa mediação do dia a dia, mas nossa preocupação com um processo educacional de qualidade, com uma formação consistente, é a mesma, ainda que estejamos distantes do uso das tecnologias digitais.
Lemos foca sua atenção no estímulo à capacidade de leitura de seus alunos, entendendo que é preciso atuar para formar um leitor que não se deslumbre com a rapidez dos cliques nos hiperlinks, e possa ter fôlego para um texto mais longo, para uma compreensão do conjunto de idéias expressado por um autor. Nesse sentido, ele aponta a escola (e a Universidade aí incluída) como um espaço contracultural: se a tecnologia que vai se disseminando encaminha para um ritmo acelerado de consumo de conteúdos, uma tendência à fragmentação e à leitura superficial, o papel do educador é fazer o contraponto, convidar à paciência, demandar a leitura aprofundada e reflexiva.
Por outro lado, aponta com clareza alguns incômodos que fazem com que a instituição escolar apareça como estática, inerte diante às mudanças ao seu redor. Lemos fala dos discursos artificializantes que instituem a escola: a disciplina, a ordem, o currículo. Na rapidez das demandas do debate - aliás denunciadas por ele - não foi possível se prolongar nessas idéias, mas fiquei instigada em pensar onde daria essa reflexão sobre a artificialidade dos ritos escolares.
A Profa. Léa reforçou algumas idéias que seria fantástico caso se tornassem senso comum: máquinas e conexão, por si só, não garantem à escola processos educacionais que envolvam cultura digital; conteúdos empacotados digitalmente não promovem, instantaneamente, usos interessantes da Rede na escola.
Falando do conservadorismo da escola, Léa retoma alguns princípios que podemos constatar em vários dos projetos em que ela se envolve. Um deles é o da ruptura com a rigidez da seriação, das fileiras na sala, da homogeneidade das leituras, do professor como o provedor do saber ou das respostas prontas. Léa reforça a necessidade de uma mudança de posicionamento do professor, ao afirmar que é difícil ensinar se agente não se coloca como aprendiz.
A ênfase de Léa ao protagonismo extremado dos alunos - ela apresenta o professor como uma figura mais esmaecida - foi questionada por Lemos. Para ele, é preciso também que os alunos aprendam a ouvir e oferecer atenção a pessoas que muitas vezes tem muito a nos ensinar. É a partir desse exercício que nos colocamos em condição de aprender com falas como a da Prof. Léa, por exemplo.
Ao ser questionada sobre que produtos editoriais seriam adequados a esse fazer educacional, Léa destacou que não acredita em modelos nem em padronizações. Ela pergunta: a que nos levou a padronização ao longo da História? Não pude deixar de pensar na produção de Recursos Educacionais Abertos como um caminho interessante nessa perspectiva.
Todos esses pontos são uma ótima base para o lançamento do Grupo de Estudos. Espero que esse marco se consolide como um espaço de conversa dessa qualidade, e que mantenha-se dialogando com os demais espaços de conversa que povoam a Rede.

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sexta-feira, julho 16, 2010

Sentidos da Educação

A Educação é uma das bandeira mais levantadas em tempos de campanha política, e dificilmente haverá alguma liderança social que não a eleja como crucial para o desenvolvimento do país e a melhoria das condições de vida da população em seu conjunto.
Cabe, entretanto, considerar que a palavra "Educar", por si só, não explicita pressupostos de quem empunha essa bandeira, pois há inúmeras maneiras de educar, cada uma delas permeadas por visões de mundo e posicionamentos políticos que implicarão em escolhas muitos distintas em termos curriculares e metodológicos.
Portanto, quem diz "Educar" deveria ser cobrado a agregar um "Educar para quê" e um "Educar como".
Um dos primeiros autores a teorizar sobre escolhas curriculares, um norte americano chamado John Franklin Bobbit, em sua obra,"The Curriculum", de 1918 mostrava-se bastante convicto das funções que a educação deveria desempenhar:
"Em qualquer organização, os membros da direção e supervisão devem definir claramente os fins aos quais a organização se dedica. Eles devem coordenar o trabalho de todos, de modo a alcançar esses fins. Eles precisam encontrar os melhores métodos de trabalho e devem compelir os seus trabalhadores ao uso destes métodos. A teoria central é simples. A vida humana, apesar de variada, consiste na realização de atividades específicas. A educação, que prepara para a vida é aquele que prepara definitivamente e de forma adequada para essas atividades específicas".
(Veja aqui o original em inglês)
A influência do Fordismo, que corria solto na sociedade americana naquele momento de ampla expansão industrial, permeia forte essa postura. Educar, nesse caso, era sinônimo de educar para o mundo do trabalho. E o mundo do trabalho, naquele momento, era o mundo da fábrica, das tarefas fragmentadas e sequenciadas, dos prazos precisos, da submissão e enquadramento à hieraquia da engrenagem. Bobbit é o pai de uma tendência que ficou conhecida como Movimento pela Eficiência Social, que marcou parte do universo da educação nos Estados Unidos ao longo do século XX.
Ao longo da vida, esse mesmo autor relativizou essas afirmações, mostrando ter clareza de que a natureza da formação educacional não se adequava 100% à lógica da linha de montagem, em especial por que o produto final, o aluno, possui um componente chamado livre arbítrio, que pode por a perder os reiterados esforços de formatação e enquadramento da vida escolar.
Essa Educação calcada num consumo passivo de conteúdos, a serem devolvidos em avaliações que pouco pedem das pessoas a não ser a memória, infelizmente, ainda marca presença na nossa sociedade, com força, nesse século XXI. Ela convive com outras vozes, que pregam por uma cultura da participação, por uma Educação que promova a criatividade transformadora, não só a obediência e a manutenção do status quo.
A discussão corrente sobre a Reforma da Lei de Direitos Autorais representa uma ocasião privilegiada para cada sujeito que diz Educação explicite o sentido que dá ao termo e as implicações que decorrem de seu posicionamento. E para que cobremos de quem não diz, valendo-se de um manto de neutralidade e de senso comum que precisa ser desvelado.

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segunda-feira, junho 21, 2010

Tecnologias digitais e a educação escolar

E tem curso meu no CEVEC (Centro de Estudos Vera Cruz) mais uma vez!
Começa em agosto, e vai receber com o maior prazer educadores e demais interessados em aprofundar a conversa sobre tecnologias digitais e educação.
Segue a ementa completa, por favor divulguem por aí!

Tecnologias digitais e a educação escolar

A inserção cada vez mais ampla de computadores e celulares em nosso cotidiano demanda reflexão sobre a natureza desses meios e as alterações que eles podem aportar nos formatos das relações sociais. É de grande importância, nesse contexto, que a escola ponha em pauta temas centrais sobre a produção e consumo de conhecimento, ética na utilização desses recursos e sobre a dinâmica social subjacente à interação virtual. Esta reflexão constitui a base de posicionamentos mais claros na orientação dos alunos e das próprias famílias.
Esse curso se propõe a observar o funcionamento de algumas dessas ferramentas, buscando a otimização de seu uso e a investigação sobre os tipos de conflitos mais comuns que delas decorrem.
O programa mesclará momentos de discussão teórica e contato direto com softwares e conteúdos da internet, atento às diferenças de experiência com o uso de tecnologias dos diversos participantes.
Conteúdo:
•“Tecnologias da inteligência”: as ferramentas da educação ao longo da história
• Formas de “estar” na Rede: ambientes virtuais de aprendizagem, redes sociais, conteúdos indexados online (imagens, vídeos, música, links).
• Torpedos, mensagens instantâneas, listas de discussão, redes sociais: implicações dos tempos e espaços da comunicação digital.
• Gestão do tempo no acesso à informação: ferramentas de facilitação
• Redes sociais: novos muros ou novas formas de sociabilidade?
• A autoria nas situações educacionais: Recursos Educacionais Abertos e a cultura da participação.
• As fronteiras da exposição e da privacidade na era das mídias digitais.
• A segurança na internet: entre a proteção e o controle.
• Educação e cibercultura: intensificando o diálogo entre a escola e a sociedade.

Carga Horária: 30 horas
Professora: Lilian Starobinas, doutora em Educação pela FE- USP e mestre em História Social pela FFLCH-USP. Professora do Ensino Médio da Escola Vera Cruz. Autora do blog http://dicursocitado.blogspot.com

encontros: 10
carga horária: 30h
data: 2as feiras 16/08, 23/08, 30/08, 13/09, 20/09, 27/09, 04/10, 18/10, 25/10 e 08/11
horário: 19h às 22h
início: 16/08/2010
término: 08/11/2010
Preço: R$660,00
Maiores informações e incrições pelo e mail ise@veracruz.edu.br
Tel. 38385992 (das 13h às 20h)

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quinta-feira, abril 22, 2010

Perdas e danos

Circulou recentemente a notícia que a NING deixará de oferecer seu serviço gratuito de ferramentas para comunidades virtuais, pelo menos da forma como vinha fazendo até hoje. Mais detalhes serão divulgados no dia 4 de maio, mas está explícito o compromisso de não haver suspensão súbita dos serviços, o desejo de oferecer planos com valores aceitáveis para as comunidades educacionais e filantrópicas que quiserem permanecer e, importantíssimo, caminhos para a migração do material que compõem as atuais comunidades. Não se trata, portanto, de um anúncio de apocalipse nas comunidades.
Entretanto, creio que é mais uma ocasião para refletir sobre os destinos de nossa produção na Rede. Alguns de nós já viveram uma situação desse tipo com o ocaso do Geocities. O que perdemos naquela situação? Depende do que possuíamos... No meu caso, páginas de conteúdo produzidas ao longo de alguns anos. Como tenho guardada a URL, tenho acesso a essas páginas pelo Internet Wayback Machine, literalmente, "a máquina do tempo da internet". Mas e quem não tem suas URLs do Geocities? E o que dizer da rede de links e relações que envolviam endereços no Geocities, como saber qual a extensão da perda com esse borramento da memória digital?
Outra situação desse tipo ocorreu quando a Yahoo! resolveu tirar de circulação o serviço de Disco Virtual que oferecia a seus assinantes. Usei durante muitos anos o "Briefcase" do Yahoo!, e devo ter sugerido a muita gente esse serviço como uma possibilidade de backup acessível a partir de qualquer computador com internet. Acredito que resgatei todos os meus arquivos antes da data fatídica de fechamento, mas essa, para mim, foi uma lacuna que ficou.
É preciso enfatizar, quando apresentamos a Internet e os espaços nela disponíveis para quem ainda está chegando, que o cuidado com a sua própria produção é de responsabilidade de cada um. Pode parecer óbvio, mas às vezes esquecemos que o produto digital possui uma natureza material que acarreta certos riscos. No campo educacional, tenho pensado que a criação de alguns espaços oferecidos pelo poder público deveriam ser estimulada, com um compromisso de estabilidade e perenidade que buscasse assegurar o registro da memória dos projetos. Há iniciativas, como o Portal do Professor, do MEC, e as comunidades do Cultura Digital, mantidas pelo Ministério da Cultura. Mas precisamos e podemos ir mais longe. Será que em termos de configuração esses espaços contemplam o que gostaríamos de ter a nossa disposição, em termos de ferramentas? Como casar as interações públicas e a manutenção de alguma privacidade nesses espaços? Qual a abordagem de propriedade intelectual desses espaços, seja na tecnologia utilizada ou na licença dos materiais que as povoam? É preciso que os educadores participem dessas discussões.
É verdade que a memória da educação não tem sido exatamente bem cuidada aqui no país, mesmo antes da era digital. Talvez seja esse um momento interessante de pensarmos nas perdas e danos que esse descaso acarreta.

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Outro post sobre o tema é do Sérgio F. Lima, "3 lições que os professores podem aprender com o NING" , vale à pena ler!

Aliás, nunca é demais complementar: o que disse sobre o Geocities e NING vale perfeitamente para o Blogger, plataforma que dá base e circulação a essas linhas.

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sábado, abril 17, 2010

Mesa no Congresso Educador


Participarei, no dia 15 de maio próxima, de um painel no Congresso Educador, aqui em São Paulo. O tema é "Tecnologia na Educação: O Uso de Ferramentas Sociais Transformam a Aprendizagem?", e dividirei a mesa com a Professora Léa Fagundes, o Professor José Manuel Morán e o querido colega Moisés Zylberstajn, que me colocou nesse diálogo.
O título da minha fala tem um tom provocativo: "Por que as escolas devem encampar o uso de Ferramentas Sociais?". Vamos ver se vou tomar muitas tomatadas lá na frente...
Há muita gente interessante no programa, vale à pela conferir no

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segunda-feira, novembro 02, 2009

Wikimedia - participação em diversos sentidos

No dia 18/11 participarei, junto com o Sérgio Amadeu e o Pietro Rovari, da abertura de uma Desconferência da Fundação Wikimedia, parte de um conjunto de eventos chamados de "Mutirões pelo conhecimento livre".
Faz sentido a Fundação apostar, metodologicamente, em processos de planejamento estratégico aberto e participativo. Afinal, se esse é o mote maior dos projetos que encampa, seria incoerente manter-se como um colegiado hierárquico e centralizador.
Para quem não sabe, "desconferência" é um termo que tem sido utilizado em situações em que interessados num mesmo tema se reúnem para aprofundá-lo, reponsabilizando-se pela definição da pauta, permitindo a auto-gestão de cada grupo de discussão que emerge e sem demandas fechadas quanto aos produtos dessas conversas.
Além do dia 18/11, há outra marcada para o dia 25/11, sobre os uso do Wiki em questões no campo da política.
Meu papel num encontro como esse, assim como o do Sérgio e do Pietro, é trazer algumas idéias para aquecer o debate. Na sequência, há espaço para que as pessoas apontem as questões que lhes mobilizam, e possam se reunir em grupos menores e falar sobre elas. A intenção é que essas falas possam inspirar formas de aperfeiçoar os projetos que a Fundação já mantém, bem como surgir outras possibilidades de usos de espaços colaborativos abertos.
Foi instigante a conversa que tive com o Thomas Buckup, voluntário da Fundação que me convidou a participar. Achei excelente a possibilidade de ter um dos encontros dedicado ao tema "Educação" até por que no dia a dia de quem trabalha em escolas a Wikipédia segue sendo um tema controverso. E cada vez mais acredito que nada melhor para sair do imobilismo da controvérsia do que dar voz às dúvidas, às angústias, às críticas, aos desejos.
Assim, espalhem por aí: 18/11, às 19h00, estaremos no SESC Pompéia, em SP. Excelente oportunidade para quem quiser conversar sobre as possibilidades e dificuldades de propostas educacionais que se pensam como projetos de produção colaborativa e fazem uso de Wiki. Para quem está distante, o convite é tanto para colocar-se por escrito antecipadamente, quanto acompanhar a tag #Eduwikis, acompanhar o streaming no dia e retornar seus aportes. Já há uma página para isso, que qualquer um de vocês pode editar.

Sei que o pessoal da Fundação gostaria de repetir as desconferências em outras cidades também, portanto criar grupos locais para essas discussões também é uma possibilidade a ser considerada.

Abaixo reproduzo o texto oficial do convite:

WIKIMEDIA BRASIL - "Mutirões pelo conhecimento livre"
Nos poucos anos desde que tiveram início, a enciclopédia colaborativa Wikipédia e seus projetos irmãos, hoje mantidos pela Fundação Wikimedia, cresceram rapidamente e tornaram-se na prática um dos principais recursos na educação e comunicação de conhecimento em todas as línguas. Os projetos, contudo, enfrentam grandes desafios tendo em vista sua qualidade e a participação maior da sociedade na sua construção, assim como o alcance desse conhecimento organizado coletivamente. Com essa visão e entendendo que a solução passa necessariamente por uma abertura maior do diálogo, a Fundação Wikimedia, junto com a comunidade de colaboradores e seus capítulos nacionais, realizará ao longo de um ano um debate contínuo com a sociedade global sobre novas direções para seus projetos. No Brasil, esse debate emerge nas desconferências e oficinas de colaboração aqui apresentadas, organizadas pelo capítulo brasileiro com apoio do SESC Pompeia. Paralelamente, as discussões das estratégias ocorrem online numa wiki multilíngue, exclusiva para esse fim [http://strategy.wikimedia.org] e igualmente aberta a todos.

Desconferência 1 - Educação [tag #Eduwikis]
Dia(s) 18/11
Quarta, das 20h às 22h.
Discussão sobre a produção de conteúdo educacional na Wikipedia e demais projetos Wikimedia, assim como seu uso no cotidiano das escolas. Debatedores: Lilian Starobinas, Sérgio Amadeu e Pietro Roveri.


Desconferência 2 - Política [tag #Poliwikis]
SESC Pompeia
Dia(s) 25/11, Quarta, das 20h às 22h.
Discussão sobre a produção de conteúdo, potencial democrático e riscos de abuso político da Wikipedia e demais projetos Wikimedia. Debatedores: João Lorib, Milton Jung e Joildo Santos

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segunda-feira, outubro 26, 2009

Mudanças na educação: indo além da crítica ao corporativismo

E viva as boas discussões nas listas! Temos tido algumas ótimas na Edublogosfera.
Mas às vezes sinto que é fundamental que elas venham para os blogues, pois colocam as idéias num canal de circulação direcionado a um público mais amplo e proporcionam a chegada de outras vozes à conversa.
O tema da vez foi a entrevista do secretário da Educação Paulo Renato na revista Veja.
As críticas do secretário não trazem muitas novidades: aponta professores mal preparados, uma universidade muito mais teórica que prática, excessivamente "ideologizada", escolas sem gestão, sindicatos corporativistas, entre outras descrições que conhecemos.
Essas questões são recorrentes, e às vezes acabo entrando em alguma dessas discussões infindáveis sobre o problema das generalizações e das afirmações sem contexto, então dessa vez só anoto essa consideração para não perder o costume.
O que me parece pouco explorado pelo secretário é a forma que ele reconheceria um professor como bem avaliado. Trata-se de quanto ele conhece de sua disciplina? É esse tipo de avaliação que permitirá sua progressão rumo aos patamares salariais prometidos na nova lei?
Ou avalia-se também sua atuação na promoção do trabalho coletivo na escola? Sua postura pró-ativa na comunidade escolar, num dia a dia que exige mais do que explicar processos históricos ou equações matemáticas?
Se fossemos discutir o que ensinar no curso universitário que forma professores, quais seriam as nossas prioridades?
São algumas das questões que me parecem fundamentais continuar aprofundando.

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quinta-feira, agosto 13, 2009

Gestores da educação na Rede

Falou-se muito do efeito Obama nas Redes Sociais. Era esperar para ver os políticos intensificarem sua presença, após uma demonstração tão evidente, naquela eleição, de que o vínculo eleitor-representante é um instrumento poderoso de construção de apoios.
A possibilidade de ser ouvido e de participar de diálogos sobre a condução da vida pública é sim objeto do desejo dos brasileiros, por mais que insistam na tecla da "alienação" ou do "despreparo" para a democracia. Ficou claro que os canais estão dados, e quem souber fazer melhor uso dessas oportunidades, ganha pontuação no jogo político, seja nas eleições ou em nomeações de equipes gestoras.
Isso está cada vez mais claro com a adoção intensa do Tweeter por vereadores, prefeitos, deputados, senadores, secretários e governadores, vários dos quais se preocupam em responder quando alguém posta uma mensagem que os envolve, cada um com seu estilo.
Recentemente, passei a acompanhar a Cláudia Costin, que atualmente é secretária da educação do Rio de Janeiro, e descobri que além de estar no Twitter ela bloga regularmente. Certo, não há no blog um diálogo muito evidente, o que é uma pena, mas duvido que ela não leia os comentários, portanto as manifestações chegarão aos seus ouvidos.
Ontem, descobri no Tweeter o secretário da educação do munícipio de SP, Alexandre Schneider (@AlexandreS01) e nota-se lá que sua interação direta com professores e público em geral é intensa.
Fico feliz de ver os responsáveis pelas decisões sobre o gerenciamento da rede pública de educação entrando na Rede, se expondo e se colocando ao alcance do diálogo. Acredito muito das dificuldades que existem na educação formal não serão superadas enquanto não houver espaço para a escuta. O fato desses gestores estarem por aqui em si só não resolve nada, mas é um indício de valorização dos processos de comunicação.

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quarta-feira, julho 22, 2009

Blogagem, internet e educação

No ano passado, durante o Webcurrículo, a Renata Aquino convidou a mim e a Bárbara para uma conversa sobre usos de tecnologia na educação.
O podcast com as conversas foi ao ar agora, vejam aqui.
Ouvindo novamente ontem, gostei, achei que abordamos coisas importantes, de uma maneira muito sincera. E agora, tá na Rede!

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sábado, abril 04, 2009

Projetos exemplares


Eu já era fã dos trabalhos da Gládis Leal e da Marli Fiorentin, mas ouvi-las falando sobre sua experiência e contando o que valorizam em seu trabalho no dia a dia é uma lição de foco, preocupação com o público alvo e compreensão do real potencial das ferramentas selecionadas.
O blog Vidas Secas: da ficção à realidade, pilotado pela Marli em 2005, surgiu a partir da observação das angústias locais num ano de forte estiagem. Esses jovens, de Nova Bassano, na região de Caxias do Sul, foram então conhecer o legado cultural produzido a partir de uma outra seca, muito distante, há muito tempo atrás. E a partir da literatura, do cinema, do desenho, da pintura, da escrita, puderam pensar em suas histórias de uma forma diferente.
O Palavra Aberta, da Gládis, partiu de vídeos produzidos no programa Conexão XXI, que aborda questões críticas para a vida social a partir da voz dos próprios jovens. A intenção da Gládis, que participou também na produção dos programas, era torná-los acessíveis a um número muito maior de pessoas e criar situações de reflexão conjunta sobre esses temas, reunindo alunos e professores de diversas localidades. Há pelo menos dez estados do Brasil que já participaram das conversas do Palavra Aberta.
Esse são só dois dos projetos que as duas tem para contar. O reconhecimento que tem recebido, com prêmios nacionais e internacionais, são um estímulo para outros educadores as tomarem como inspiração.

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sábado, março 28, 2009

O potencial de aprendizagem das Comunidades Virtuais - Interdidática 2009

Essa semana há Interdidática (1 - 3 de abril), no Palácio das Convenções do Anhembi.
Na 4a feira,às 17h20, falo sobre "O potencial de aprendizagem das Comunidades Virtuais".
O programa está bem interessante, seja nas palestras do fórum (veja aqui) ou dos seminários (aqui)
Sensação de ser um peixe minúsculo, ao lado de grandes nomes: George Siemens,Lizbeth Goodman, Léa Fagundes, Eduardo Chaves, Guiomar Namo de Mello, Beth Biancocini, entre outros.
Bom ter por perto gente com quem tenho trocado nos últimos anos, como a Gládis Leal, Marli Fiorentin, Ezequiel Menta e Mary Grace Martins.
Será que consigo ir contando ao longo da semana?

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sábado, janeiro 31, 2009

Ciência, tecnologia e educação

Assisti ontem palestra excelente do Prof. Carlos Henrique Brito Cruz, diretor científico da Fundação de Amparo à Pesquisa - SP, como parte da semana de planejamento da escola, sobre "Ciência, tecnologia e educação".
Foi a primeira vez que ouvi o prof. Brito, que é físico e que já foi reitor da Unicamp. Ele é um excelente professor.
Nesse link estão as minhas anotações, para quem tiver interesse.

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terça-feira, janeiro 27, 2009

Campus Party, anotações sobre uma semana intensa

O que será que um desavisado que caiu no Campus Party pensou daquela loucura? Acho que o sentimento mais evidente ao longo da semana no CP, para mim, era intensidade.
Toda hora a gente tinha que optar entre participar de uma mesa ou outra. Às vezes dava para acompanhar duas, uma onde vc estava fisicamente, a outra pelo Ustream. Aliás, a transmissão pelo ustream, além do Twitter e da projeção do livestream da tag #cparty nos telões, foram, na minha opinião, as grandes vedetes tecnológicas do evento.
As mesas sobre educação foram poucas, mas interessantes - postei bastante sobre elas no blog do EducaRede. A dificuldade de obter conexão wifi (surpreendente!!)dificultou cobrir ou twittar das mesas que aconteciam na área de inclusão digital, o que excluiu quem estava longe de poder acompanhar e participar das conversas por chat. Essa participação, que pôde ser constante no CampusBlog, por exemplo, mostrou-se às vezes mais interessante que a própria contribuição dos debatedores.
As aprendizagens possíveis num evento como esse vão muito além da esfera da tecnologia. Me espantei ao acompanhar, na área de robótica, a palestra de uma profissional de odontologia, falando sobre a propriedade dos polímeros!! Mais um minutinho assistindo e descobri que o tema era relevante para aprender a manipular a silicone para produzir as fantasias dos robôs. Em outro grupo, falava-se sobre os arquétipos junguianos, ótima referência para a turma de design de games.
Os vínculos "esfera digital" & "esfera material" se consolidam também nas intersecções que vão se confirmando em novas práticas. Vibrei, por exemplo, ao saber que a Soninha Francine, agora subprefeita da região da Lapa, vai incorporar estratégias de mapeamento em wiki para melhorar a gestão da região. Também fiquei feliz em receber um comentário da Conceição, contando que levará para o planejamento de sua escola o material do EducaRede sobre avaliação, que mencionei num post sobre Indicadores de TICs na Educação. Acabou a era mítica do ciberespaço como um lugar alheio à nossa vida.
Outra delícia do CP é a possibilidade de encontrar seus contatos na Rede e conhecer tantas outras pessoas que se interessam por cultura digital. E isso inclui estudantes de computação, publicitários, monitores de telecentros, pesquisadores universitários, blogueiros, enfim, gente de áreas muito variadas. Saí de lá todos os dias mais tarde do que esperava - sempre acabava aparecendo mais alguém, mais uma conversa que me fazia adiar a partida.
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Ficou longo, mas quis escrever tudo antes que esfriasse... e que eu fosse tragada pelas próximas demandas. Agora, estou devendo só as fotos...

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sexta-feira, janeiro 23, 2009

magnetismo do Campus Party

Adrenalina total nessa semana do Campus Party. Há uma química lá que é surpreendente, mistura de empolgação das pessoas com abertura para relacionar-se, auto-organização e poucas formalidades. Há muito barulho, um agito permanente, mas tenho encontrado todos os dias motivos pra "ficar mais um pouquinho". Escrevo mais sobre isso depois que terminar.
Por enquanto, pra quem não sabia, estou postando no Blog do EducaRede. Quem quiser aparecer por lá, as conversas estão valiosas.

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domingo, janeiro 18, 2009

Educadores e a blogagem

Blogar, para mim, é uma ação que vale por si só. Me explico: se fosse me perguntar por que ponho meu tempo nisso, a resposta não teria a ver com dinheiro nem com projeção. É evidente que não recuso oportunidades de dar uma folga ao orçamento, nem sou espartana com minha própria vaidade. Mas o fato de estar aqui, post após post, expressando idéias, participando de conversas e promovendo links não se sustentaria se o subtexto fosse expectativa financeira ou fama. O que me mantém aqui é o ganho pessoal, a organização das idéias ao redigi-las para uma audiência, os contra-pontos que aparecem nos comentários, o registro ao longo do tempo.
Em dezembro último, nesse post, comentei que estava em curso o Best Blogs Brasil 2008, e que me parecia importante que educadores que produzem na blogosfera pudessem, nessa oportunidade, mostrar que estão por aqui e que tem o que dizer.
Para minha alegria, dois blogs de educadores foram vitoriosos: o Miriam Salles, na categoria Educação, e o Caldeirão de Idéias, do NTE de Itaperuna, na categoria blog corporativo.
A premiação vai ser no Campus Party, no dia 24, às 20h.
Insisto na idéia de que o estímulo à expressão dos professores por meio da Rede é um recurso poderoso para a maior repercussão da voz da categoria na orientação dos projetos educacionais em cada escola. E situações como essa podem servir de inspiração para outros educadores que ainda não descobriram esse ganhos implícitos que a blogagem traz.

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sexta-feira, dezembro 05, 2008

O engajamento dos alunos por Michael Wesch

Gosto muito dos videos produzidos pelos alunos do Michael Wesch, professor de etnografia da Universidade Estadual do Kansas. Todo mundo deve se lembrar dos clássicos "The Machine is Us/Using us" (versão em português aqui) e "A vision of students today".
Vejam uma recente entrevista com Wesch, em que ele fala sobre anti-ensino e sobre como envolver os alunos. Ainda não vi versão em português, se alguém tiver o tempo para legendar...

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quinta-feira, novembro 06, 2008

Cibercultura em debate

E na próxima semana, de 10 a 13 de novembro, teremos na PUC-SP o II Simpósio da ABCIBER - Associação Brasileira de Pesquisadores em Cibercultural. Várias conferências e painéis temáticos interessantes.
Algumas figuras de referência: Rogério da Costa, Sérgio Amadeu, Lúcia Santaela, Marcos Palácios, Lucréssia Ferrara, André Lemos, Sueli Fragoso, Alex Primo, Raquel Recuero, Gilson Schwartz, Marcos Silva, Alexandra Okada... Muitos outros nomes, que talvez eu devesse mencionar aqui, mas ainda não conheço o trabalho.
Eu participo, na segunda-feira às 16h30, do Painel IV - Educação na Cibercultura II: Dialogia e dicotomia, com um artigo chamado Diálogos no ciberespaço: interação de professores num fórum de discussão. O texto já está disponível no site, gostei dessa antecipação.
A programação dos painéis e alguns textos podem ser acessados aqui.

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