Quarentena
O retorno às atividades escolares foi suspenso por mais quinze dias, seguindo orientação da Secretaria da Saúde (como ocorreu em vários estados), mas trazendo divergências de opinião entre os pais em relação a essa decisão: uns acham excesso de zelo; outros acham que isso não evitará a aglomeração, pois as crianças e jovens irão se ocupar buscando socialização em outros ambientes; muitas famílias ficam em sérias dificuldades para cuidar das crianças sem o apoio das creches. Vamos nos dando conta de uma função importantíssima que a instituição escolar cumpre no cotidiano de crianças e jovens, e que é em geral apresentada como secundária ou menor: a escola é responsável pela guarda e pelos cuidados com as crianças e jovens. E decorre daí que ela tem um papel central como modelo: é nesse espaço em desenvolvem-se regras de convívio, incentivam-se hábitos de higiene, oferecem-se exemplos de postura ética e de justiça. Não é à toa que quem pode escolher busca avaliar cuidadosamente a instituição em que suas crianças passará boa parte de seu dia; não é à toa que não pode escolher convive muitas vezes com o sentimento de indignação, quando se depara com espaços sem condições, merenda de péssima qualidade, profissionais sem qualificação ou sem um mínimo de possibilidade humana para tratar as crianças de forma adequada.
Outra coisa que vai ficando evidente é o quão incipiente ainda é, em nosso dia a dia, a cultura do uso da Rede como forma de viabilizar algumas atividades escolares em situações como essa. Talvez esse período de recesso represente um marco: as escolas cujos alunos já possuem computadores em casa vão buscar garantir, cada vez mais, que propostas de educação à distância possam ser acionadas em outros casos de emergência.
Aqui em casa, a gripe suína apareceu hoje, os primeiros casos - e espero que únicos – acomenteram as bonecas da minha filha de cinco anos. Foi uma boa oportunidade para dar algumas dicas para ela, contar que não é para emprestar o protetor labial para a amiguinha, nem para pedir um gole do suco da outra, entre outras coisinhas básicas. Vamos ver nisso tudo o que nós, adultos, teremos a aprender.
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E aproveito para deixar aqui um link para um game sobre a Gripe Suína - ainda não joguei, mas a dica, do Carlos Hotta, parece ser boa!
E a dica de um bom artigo da Drauzio Varella hoje na Folha de S. Paulo, remontando o histórico da gripe como pandemia nos séculos XX e XXI.
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