terça-feira, maio 03, 2022

Em busca de meus irmãos na América, enfim pronto!

 Um felicidade enorme, nessa semana, ao lançar o livro de memórias de meu avô, Chaim Novodvorsky, que saiu publicado pelo selo Ayllon.

O caderno manuscrito, em iídiche, no ano de 1964, nos provocava enorme curiosidade! Minha mãe, Cecília, desde o falecimento de meu avô, nos anos 80, começou a buscar um jeito de traduzi-lo! Claro que conseguiu, história que está contada na apresentação do livro e também registrada nesses vídeo do lançamento.

Foram mais duas décadas até a vida dar espaço a esta finalização. Mas finalmente ela se deu, e ao ver o livro pronto agora e receber as primeiras reações dos leitores, podemos percebê-lo em sua grandeza! Seu Jaime era um ótimo contador de histórias e agora elas estão aí, disponíveis para encantar outros leitores!

Veja aqui as imagens de algumas fotos e documentos que selecionamos para  dialogar com a narrativa.

A venda em livrarias em geral e na loja online da editora Hedra!


                                              Parte 1

                                            Parte 2



                                           Parte 3


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sábado, dezembro 23, 2017

Um defeito de cor, livro nota 10 de Ana Maria Gonçalves

Tenho implicâncias com listas de leituras obrigatórias, em especial porque nosso sistema educacional tem se prestado a muitos desserviços em nome das extenuantes leituras das obras que "caem no vestibular".
Mas arrisco-me a afirmar: todos os alunos e alunas da escola básica deveriam ler Um defeito de cor antes de terminar o 3o ano do Ensino Médio. Ouçam no vídeo um trecho do prólogo.



Essa linda obra de Ana Maria Gonçalves, publicada em 2010, tem Kehindé como personagem principal e narradora, num texto que se organiza como um relato deixado a seus descendentes. Traz seus anos de menina no Daomé, passando por suas migrações no próprio continente africano, após a tomada das terras da família por guerreiros de um povo das imediações. O aprisionamento na costa do Atlântico, o suplício do navio negreiro. A solidão e a perplexidade com as transformações de sua história, as estratégias para entender e jogar melhor com a perversa condição da escravidão. O tornar-se mulher e a somatória de contradições e violências que populavam a existência das jovens naquela situação. Suas lutas pessoais em busca de liberdade e seu envolvimento em lutas coletivas pelo fim da escravidão. Os contextos dos conflitos políticos em busca pela Independência do Brasil e a dificuldade da população identificada localmente como portuguesa. A convivência entre as lutas políticas regionais contra o Império e as demandas específicas da população cativa.
O olhar de Kehindé, ou Luísa, nome cristão que adotou no Brasil, nos guia pela multiplicidade dos sentimentos: a curiosidade da criança, o fascínio pelas novidades, o desespero e a impotência, a solidariedade e a busca de parcerias. Também ganhamos, com a leitura do romance, mais intimidade com as referências da religião e das culturas dos povos africanos, pois é a partir desse alicerce que Kehindé compreende seu mundo e busca suporte e amparo.
Ana Maria Gonçalves nos traz, com sua narradora, uma sociedade profundamente desigual e violenta, mas que como todas as sociedades é composta de forma complexa: há pessoas rompem com papéis previamente formatados, há alianças inesperadas entre grupos religiosos altamente diversos, há  reviravoltas nos dilemas políticos. Uma obra que nos traz o contexto do século XIX no Brasil, propondo um olhar para a história que foge dos maniqueísmos.
Nesse trecho de abertura que li para o #saraunarede, destaca-se a palavra serendipidade. Não sei o quanto foi casual chegar a Um defeito de cor, já que recebi sugestões calorosas de meu colega Zelão, mestre de capoeira, e vi tantas outras boas referências citá-lo que fui atrás de conhecer. De qualquer maneira, chega num momento necessário. Agrega ao repertório literário da cultura brasileira uma obra que aborda a terrível trajetória da escravidão, vista pela sensibilidade de uma narradora que vivencia esse processo, e que traz um valioso olhar para a vida, para os afetos humanos e para as relações políticas que permeiam as relações no período abordado.
Essa postagem, que deveria ser curta, prolonga-se evidentemente devido a meu grande entusiasmo pelo livro. Trata-se de uma obra também volumosa, mas de uma leitura muito agradável e envolvente. Temos muito a ganhar, como sociedade, ao difundir e refletir sobre Um defeito de cor.

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quinta-feira, dezembro 07, 2017

Semíramis, lindo romance de Ana Miranda

Essa leitura foi feita como parte do #saraunarede, organizada pela Tati Martins, no Tatiando a Vida.
Escolhi um trecho de Semíramis, lindo romance de Ana Miranda.
Nessa obra, acompanhamos a trajetória de duas irmãs, Iriana e Semíramis, nascidas e criadas no sertão do Ceará, no período do Império, segunda metade do século XIX. Muitas reflexões sobre mulheres no Brasil naquela época, suas vivências comuns e suas particularidades, sua hierarquia nas condições de classe, suas barreiras e suas estratégias de afirmação.
Entremeada à narrativa, está José de Alencar, como personagem real e como referência literária, num trabalho precioso de Ana Miranda, que brinca com inserções das palavras alheias, reinventadas para nos oferecer os destinos dessas duas mulheres tão próximas e tão distintas entre si.
Vai aqui um trechinho, recomendo o livro todo vivamente!


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quinta-feira, janeiro 12, 2017

O Tribunal da Quinta-feira, uma ótima reflexão sobre os tribunais nossos de cada dia

Gostei muito de ler O Tribunal da Quinta-Feira, de Michel Laub,publicado pela Companhia das Letras esse finado 2016.
Nesse romance, voltei a constatar sua maestria literária na elegância da linguagem, na construção da trama, na coerência textual ao longo do livro, características que já apareciam no excelente Diário da Queda, o único outro título que li desse autor.O tempo da narrativa  não respeita a cronologia da história, o que facilita que as informações sobre as personagens sejam reveladas aos poucos, mantendo o suspense e brincando com as expectativas do leitor.
E haverá algo mais apropriado para um livro escrito em 2016 que a metáfora de um tribunal? Num ano marcado por vazamentos de informação dos mais diversos tipos, debates sobre o uso das mídias na criação de opinião pública, dinâmica cotidianas de pressão nas redes sociais, o autor consegue, com um enredo que faz uso de todas essas experiências, nos colocar como membros de seu tribunal. Quando me dei conta, estava julgando até o autor e sua capacidade manipulativa ao produzir o romance. Uma estratégia brilhante para acabar com nossa ilusões de isentões e imparciais.
Somado a tudo isso, o Tribunal de Quinta-feira é um texto lindo sobre relações humanas, a de cada um com sua própria história, as proximidades e distâncias que criamos com amigos, amantes, colegas de trabalho, companheiros de vida, o universo das convenções e os desejos de ir além das pequenas hipocrisias. É um livro que vai fundo nas dicotomias corpo-cultura, nos lembrando que somos muito mais animalescos do que conseguimos reconhecer. Talvez seja essa uma pista de entendimento fundamental para nossos posicionamentos nos tribunais nossos de cada dia.

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terça-feira, março 15, 2011

Retornando a leituras de outros tempos

De tempos em tempos volto à leitura de algum livro que está quietinho na estante.
Leituras que já fiz em outros momentos, motivada, provavelmente, por razões diferentes das que me levaram a ele agora.
Abri hoje o Viena Fin-de-Siécle, do Carl Schorscke, e me deparei com uma dúzia de post-it marcando distintas páginas, ao lado de passagens que considerei relevantes.
Volto a lê-las, sim, são interessantes, mas não tenho pistas dos critérios que me guiaram a dar-lhes destaque, ressaltadas pelo estridente papelzinho cor-de-rosa grudado na margem.
Me pergunto se conheço o conteúdo desse livro - que li, marquei, e sem dúvida gostei, disso me lembro perfeitamente. A resposta imediata é sim, mas devo reconhecer que o que poderia falar sobre ele, sem tomá-lo nas mãos e estudá-lo outra vez, seria superficial e não daria conta do texto rico e profundo produzido por Schorscke.
De onde concluo que sim, essa leitura formou a mim, auxiliou-me a fazer conexões importantes na minha compreensão sobre a ruína do Império Habsburgo e o sentido de todos os desafios que se colocaram a cientistas, artistas, e todos os homens e mulheres que vivenciaram aqueles tempos tão intensos no que diz respeito à ruptura de valores tão enraizados. Mas tenho que reconhecer que muito da riqueza daquela leitura não permanece de forma palpável.
Será que temos como avaliar quanto tempo nos dedicamos à leitura, e quanto em nós fica dela?

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domingo, agosto 09, 2009

Se você ainda não sabe tudo o que precisa sobre o Twitter


Amanhã, 10/08, às 16h, será lançado o e-livro:

Escrito pelo Juliano Spyers, que já nos ofereceu contribuições como Conectado e a organização de Para entender a internet, o livro é um ótimo guia de orientação para usuários da Rede que não conseguiram simplesmente "subir no bonde" do streaming e entrar na conversa.
O lançamento, ocorrerá no próprio Twitter, e devo estar por lá acompanhando, entre outras coisas por que acompanhei a produção do texto, contando um pouco do uso que faço e dando alguns pitacos na leitura do texto final.

E aproveitando a ocasião, ponho no ar um post que estava em rascunho há quase dois meses - :( - que traz um pouco dos insights do Steven Johnson sobre o Twitter, no artigo que ele escreveu para a Time Magazine no último mês de junho:


"O mais fascinante sobre o Twitter não e o que ele está fazendo conosco. É o que nós estamos fazendo com ele"

Numa discussão com um grupo limitado de pessoas, Twittar pode fazer com que as idéias que circulam naquele ambiente extrapolem o espaço e cheguem a outras pessoas, que passam a poder influenciar a conversa com os seus comentários também. A experiência narrada por Johnson, sobre a conferência Hacking Education, acontecida em março, já foi experimentada por aqui em eventos como o Campus Party ou a transmissão online do Roda Viva. É o que ele está chamando de "2a camada da discussão", que permite ampliar a audiência e ocasionar intepenetração de vozes. Possui também o efeito de potencializar a continuidade da discussão na Rede.
A limitação de caracteres possui um intuito evidente de permitir a circulação de posts a partir de celulares, agregando de forma mais intensa a mobilidade à experiência de interação. Esse caráter de mensagem instântanea e pública dá vazão a uma circulação de micro-textos que cobrem da absoluta subjetividade dos humores individuais às informações de utilidade pública imediata. Essa caracteristica, como bem aponta Johnson, faz com que a fruição do fluxo do Twitter nos brinde com uma mescla que reúne assuntos de esfera pessoal com temas da vida pública da cidade, incluindo detalhes de absoluta irrelevância - por exemplo, o fato que o jornalista X se encontra no aeroporto, para ir ao Rio. Trata-se, portanto da plataforma de comunicação que utiliza com mais propriedade o aspecto flutuante de nossa atenção, apostando na facilidade com que cada usuário descartará de imediato a informação superflua e destacará as relevantes. O descarte, evidentemente, não constitui um anulamento do contato com a informação, que passa a constituir um arquivo de bastidor na memória de cada um.
O Twitter também vai se monstrando uma plataforma muito mais ágil para a atualização do que surge de interessante na Rede, ultrapassando o Google como espaço de disseminação de informação imediata. Para conhecer a história de um determinado tema (dos romanos a um famoso jogador de futebol), os buscadores tradicionais são os indicados. Para saber do que está se falando dele nesse exato momento, o lugar é o Twitter.

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quinta-feira, junho 11, 2009

Se você ainda não sabe tudo o que precisa sobre o Twitter


Amanhã, 10/08, às 16h, será lançado o e-livro:

Escrito pelo Juliano Spyers, que já nos ofereceu contribuições como Conectado e a organização de Para entender a internet, o livro é um ótimo guia de orientação para usuários da Rede que não conseguiram simplesmente "subir no bonde" do streaming e entrar na conversa.
O lançamento, ocorrerá no próprio Twitter, e devo estar por lá acompanhando, entre outras coisas por que acompanhei a produção do texto, contando um pouco do uso que faço e dando alguns pitacos na leitura do texto final.

E aproveitando a ocasião, ponho no ar um post que estava em rascunho há quase dois meses - :( - que traz um pouco dos insights do Steven Johnson sobre o Twitter, no artigo que ele escreveu para a Time Magazine no último mês de junho:


"O mais fascinante sobre o Twitter não e o que ele está fazendo conosco. É o que nós estamos fazendo com ele"

Numa discussão com um grupo limitado de pessoas, Twittar pode fazer com que as idéias que circulam naquele ambiente extrapolem o espaço e cheguem a outras pessoas, que passam a poder influenciar a conversa com os seus comentários também. A experiência narrada por Johnson, sobre a conferência Hacking Education, acontecida em março, já foi experimentada por aqui em eventos como o Campus Party ou a transmissão online do Roda Viva. É o que ele está chamando de "2a camada da discussão", que permite ampliar a audiência e ocasionar intepenetração de vozes. Possui também o efeito de potencializar a continuidade da discussão na Rede.
A limitação de caracteres possui um intuito evidente de permitir a circulação de posts a partir de celulares, agregando de forma mais intensa a mobilidade à experiência de interação. Esse caráter de mensagem instântanea e pública dá vazão a uma circulação de micro-textos que cobrem da absoluta subjetividade dos humores individuais às informações de utilidade pública imediata. Essa caracteristica, como bem aponta Johnson, faz com que a fruição do fluxo do Twitter nos brinde com uma mescla que reúne assuntos de esfera pessoal com temas da vida pública da cidade, incluindo detalhes de absoluta irrelevância - por exemplo, o fato que o jornalista X se encontra no aeroporto, para ir ao Rio. Trata-se, portanto da plataforma de comunicação que utiliza com mais propriedade o aspecto flutuante de nossa atenção, apostando na facilidade com que cada usuário descartará de imediato a informação superflua e destacará as relevantes. O descarte, evidentemente, não constitui um anulamento do contato com a informação, que passa a constituir um arquivo de bastidor na memória de cada um.
O Twitter também vai se monstrando uma plataforma muito mais ágil para a atualização do que surge de interessante na Rede, ultrapassando o Google como espaço de disseminação de informação imediata. Para conhecer a história de um determinado tema (dos romanos a um famoso jogador de futebol), os buscadores tradicionais são os indicados. Para saber do que está se falando dele nesse exato momento, o lugar é o Twitter.

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sábado, abril 18, 2009

Blogagem Coletiva: quem foi seu Monteiro Lobato


Hoje, dia 18 de abril, é o dia de aniversário de Monteiro Lobato.
E instigada pela blogagem coletiva proposta pelo Fio de Ariadne, conto um pouco sobre Lobato na minha vida.
Minhas primeiras memórias relacionadas a Monteiro Lobato são da coleção encadernada da obra infantil que habitava uma estante no corredor da casa da minha vizinha. Eu olhava aquela fileira de livros fascinada - a coleção ônibus, como brincava o Lobato. Foi num empréstimo do primeiro tomo que li Reinações de Narizinho, que me encantou como história e me fez sofrer terrivelmente, aquele medão de criança, por ter descolado a lombada do livro, de tanto manusear.
O segundo fascínio veio na biblioteca da escola, que possuia a edição ilustrada, livros grandes que me apresentaram à mitologia grega e me iniciaram na paixão pela História, com a leitura de Os Doze Trabalhos de Hércules.
E muitos livros e anos depois, reencontrei o Lobato na hora em que resolvi fazer um mestrado em história, e, muito ligada em literatura, me debrucei sobre as cartas de autores brasileiros. Mário de Andrade, Graciliano Ramos, Guimarães Rosa e, veja só... Monteiro Lobato. Não houve como escapar, o tema da dissertação emergiu com rapidez. E passei o mestrado de olho nas cartas, mas também na obra adulta e na obra infantil.
E de leitora de Lobato passei a escrever sobre ele. "O Caleidoscópio da Modernização - discutindo a obra e a atuação de Monteiro Lobato" é o nome da dissertação que escrevi em 1991, ainda não publicado. É um texto que traz bons diálogos sobre esse homem tão multifacetado que teve um papel fundamental na difusão de uma mentalidade de amor à literatura em nosso país, na história da indústria do livro, na criação de uma mentalidade preparada para a modernização que se anunciava, nos embates culturais, políticos e econômicos do país.
Quem sabe essa nova conversa sobre Lobato me empurra de vez para tirar o texto da gaveta?

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terça-feira, janeiro 13, 2009

Para crianças e para adultos


Livro pra criança muitas vezes é tão bom pra adulto também! Tenho curtido muito a aproximação dos meus pequenos da literatura, é quase uma oportunidade de fazer esse caminho pela segunda vez.
E então aproveito pra noticiar que está chegando às livrarias o livro da minha querida amiga Renata Paiva, A vovó virou bebê, da Panda Books.
A história é uma forma de poder conversar com as crianças, com muita delicadeza, sobre situação de doenças cada vez mais comuns entre seus avós - nesse caso, trata-se de Alzheimer.Fugindo do tom enciclopédico e ensinando sobre a doença a partir das mudanças na rotina familiar, o livro serve também para ajudar as crianças e os adultos a tratarem o doente com carinho e adequação.
Achei ótima essa idéia, pois nós adultos muitas vezes temos dificuldade de lidar com essas questões. Começar a compartilhar com as crianças é uma forma de ajudá-las a compreender do que se trata e trabalharmos as próprias angústias.
Quem quiser saber um poquinho mais sobre o livro, veja a entrevista nesse link.

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domingo, novembro 02, 2008

Além das Redes de Colaboração

Muitas leituras para colocar em dia...
Ainda está difícil, mas estamos na luta.
Uma delas são alguns dos artigos que foram publicados no livro Além das Redes de Colaboração: internet, diversidade cultural e tecnologias do poder, organizado pelo Nelson Pretto e pelo Sérgio Amadeu.
São vários autores trabalhando o tema, gente que merece atenção.

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domingo, julho 27, 2008

The Hyperlinked Society

"O hyperlink é uma das maiores invenções dos últimos 50 anos".
Essa é uma das frases da introdução de The Hyperlinked Society: Questioning Connections in the Digital Age, editado por Joseph Turow and Lokman Tsui.
Grande livro publicado em versão integral online, como coletânea de artigos, com autores feras na pesquisa sobre o tema, como o próprio David Weinberg, de quem recebi a referência.
Aliás, o livro nos leva a página da Michigan University Press, que mantém alguns livros gratuitos para leitura online e os coloca à venda em formato impresso. Gostei do modelo.

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domingo, março 30, 2008

Legados de uma memória escolar

Impressionante o tanto de gente que apareceu e permaneceu na livraria, hoje à tarde, no lançamento do Vanguarda Pedagógica: o Legado do Ginásio Israelita Brasileiro Scholem Aleichem. Falaram em 500 pessoas, e acredito que muito menos não foi. Um presentão depois de dois anos de reuniões, telefonemas, repasses de textos, captação de recurso, discussões sobre layout, edição do DVD e outros intermináveis detalhes.
Fiquei pensando na força que o livro tem, e conclui que são várias:
- Ele fala de um espaço de educação que foi extremamente prezado pelos que lá conviveram, e que apesar de ter fechado suas portas em 1981, manteve-se como ideal de escola para quem se formou lá.
- Recupera histórias de ousadia política e educacional, fomentada por gente que sabia que formar ia além de teorizar, que o fazer passava por honrar os princípios, que educar para a democracia era uma obrigação inegociável.Anos da ditadura, filhos de sobreviventes do facismo na Europa, muita militância política e cultural.
- Reúne fala de educadores que apontam claramente seu aprendizado com as crianças, e que portanto possuiam uma prática na qual as orelhas e olhos abertos eram o radar de orientação dos rumos de seus cursos.
- Garante o espaço à pluralidade das idéias, permitindo a publicação dos pontos de vista divergentes, prática que a escola sempre estimulou,
- Celebra a arte e a expressão artística como centrais à formação escolar.
- Descreve a relação de um povo com sua tradição de maneira genuína, inovadora e destemida.
- Mantém o espírito do Scholem (o escritor Scholem Aleichem) vivo, quando consegue associar a densidade da história com doses importantes de humor.
Ás vezes me parecia que o livro era muito específico, que talvez não interessasse tanta gente assim. Vi hoje que me enganei, aliás uma grande felicidade foi ter visto minhas referências educacionais já como profissional comparecendo lá no lançamento.
Scholem, querida escola, que bom sentir você por perto...

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segunda-feira, setembro 10, 2007

Edney, sobre "Conectado"

Cena do debate (uma despalestra?) de lançamento do Conectado, do Juliano Spyers.
Quem estava sentado na fila de trás? O Edney, do blog Interney. Acionei o celular, e ainda deu para registrar um pedaço da fala.

Bela propaganda para o livro, mandou bem!

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quarta-feira, setembro 05, 2007

Conectado

Voltei há pouco do lançamento de "Conectado: o que a internet fez com você e o que você pode fazer com ela", do Juliano Spyers, também historiador, mas totalmente envolvido com comunidades colaborativas. Claro que ainda não li, mas estou curiosa para ver como o Juliano apresenta os desafios e as dificuldades de aproximar pessoas, idéias e ação por meio da rede. Não temos muita intimidade, mas o fato do Juliano ter como mestre o Zé Carlos Sebe, também meu mestre na história, já conta muitíssimo para mim. E dá para perceber, pelo que já li no blog e pelas referências que ele traz, que tem muita leitura fundamentando a reflexão que ele vem propor.
O debate de lançamento foi interessante: a idéia era o pessoal da mesa falar menos e dar mais a palavra ao público. O tema era "Amadores e profissonais na internet". Achei divertido que alguém lembrou de "rádio amador". Na verdade, o rádio-amadorismo foi uma das primeiras redes de comunicação multi-polar e interativa, muito antes da internet. O termo amador às vezes parece depreciativo, mas como lembrou bem o Luli Radfaher, possui o sentido de alguém que se dedica a algo por paixão. O pessoalque fala em Mídia Cidadã pensa exatamente nessa direção: a possibilidade de inúmeros outros amadores expressarem ao mundo a sua versão, a sua visão, a sua queixa, a sua paixão pelas coisas.
A conversa deve continuar no blog do livro,que é o "Não Zero".

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terça-feira, julho 03, 2007

Copiar Livro é Direito

Ainda no evento da FGV hoje, Pedro Paranaguá mencionou um movimento do diretório dos estudantes da GV contra a proibição de fotocópias de livros, ou pelo menos de parte deles, o que é permitido por lei e cada vez mais coibido.
A campanha se chama Copiar Livro é Direito: uma campanha pelo livre acesso à cultura.
Interessante.
Pedro mencionou estudos que mostram que mais de 30% da bibliografia indicada em alguns cursos (Ciências Sociais, por exemplo) estão esgotados.
Pelo jeito as leis brasileiras de propriedade intelectual estão entre as mais restritivas do mundo, e entre outras coisas não possui flexibilização para fins educacionais.
Meus sentimentos pessoais em relação às cópias são mistos, pois gosto de livros e acho um horror a "canibalização" que se promove nas faculdades, nos quais muitas vezes alguém pode se formar sem ter lido sequer um livro inteiro.
Mas tampouco temos bibliotecas suficientes, nem planos populares de acesso ao livre para estudantes universitários sem recursos.
Enfim, acho que é um debate que precisa acontecer.

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